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quinta-feira, 1 de março de 2012

O limite do homem

Muitas pessoas criam algo no intuito de realizarem seus desejos em vista do bem comum. Porém, não percebem que sua criação pode tornar-se uma arma perigosa nas mãos de outros corrompidos pelo poder. O exemplo de Alberto Santos Dumont que ao inventar o avião não pensou em usá-lo como instrumento de guerra e destruição de vidas ilustra bem essa ideia.

Pobres mentes saudáveis
Que sem pensar no mal
Cria coisas bem fazejas
No entanto torna-se uma arma
Poderosa de destruição
Nas mãos de quem da vida não tem clareza


Muitas vezes tal bendita mente
É corrompida por seu desejo descontrolado
Não se limita por ser ilimitada
Cria de modo desordenado
Em vista de fim particular
Sem pensar no que pode ser prejudicado


Mas como pôr limite a quem é ilimitado?
A liberdade é uma afirmação
Que o homem é ser de possibilidades
De ponderar a si mesmo, de resolver problemas
Capaz de criar, realizar, mudar
Capaz de superar suas debilidades

O limite do homem é o outro
O homem é capaz de dar equilíbrio a suas ações
Quando pensar no outro como fim e não com meio
Quando relacionar-se com o outro vendo a si mesmo
Quando tiver controle sobre suas emoções

Por Luziene Filgueira

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Dores de Parto



            Nenhum homem é capaz de descrever as sensações de uma mulher grávida, tão menos falar sobre as dores sentidas ao trazer um bebê ao mundo. Experiência qual somente a natureza feminina tem a “graça” de viver.
            Já diz uma cancão de tantas Marias: “...de uma gente que ri quando deve chorar...”, talvez essa seja uma das melhores expressões para explicar o momento do parto, mas isso quando se trata do natural. Durante nove meses, certa Maria, carrega em seu ventre, reveste de carne uma nova vida. A cada semana uma surpresa. Com uma medicina qualificada e equipamentos avançados é possível ver o rostinho do bebê em 3D. Com o passar do tempo, juntamente com as alegrias vem o pesar de um corpo cansado, os órgãos internos femininos já deram todo espaço possível para a criança se desenvolver. Milagre da vida que traz dores para as Marias antes mesmo de darem a luz. As pernas incham, as costas doem, o corpo dói sem encontrar uma posição adequada para deitar, a respiração pode ficar mais curta, enfim, sensações que só as Marias  podem descrever.
No momento certo esse corpo cansado, cheio de dores, que divide seus nutrientes com outro pequenino, “grita” clamando alívio e expele a nova vida. Parece frio pensar dessa forma, mas é real, nascemos por estarmos prontos e porque o corpo de nossa mãe, uma entre tantas Marias, está sofrendo.
Antigamente as Marias de diversas culturas encontravam maneiras de parir, sempre percorrendo caminhos que as mais velhas abriam.
E as famosas parteiras, quem desta nova geração ouviu falar delas? Sabedoria muitas vezes matuta, mas extremamente eficaz, por suas mãos o parto era humanizado, o que hoje em dia com a medicina moderna e talvez com a pressa de alguns obstetras em ganhar seu dinheiro, isso se tornou bastante diferente, pode-se dizer “frio”.
De acordo com o site “partopelomundo.com”, vem aumentado o número de famílias que optam pela realização do parto em casa na Austrália, com 33% de aumento entre 2004 e 2009. A taxa de mortalidade materna neste país é registrada como uma das mais baixas no mundo sendo 8,4 em cada 100.000 mulheres. As últimas estatísticas, a partir de 2003- 2005 mostram apenas 65 óbitos maternos ocorridos na Austrália. Nenhum deles estavam relacionados a partos domiciliares.
Em alguns casos a cesariana é de extrema necessidade para garantir a vida de Marias e seus bebês. Mas em outros é pura comodidade de ambas as partes. Delas talvez por medo das dores do parto, por medo de estragar a genital ou são seduzidas por uma maneira rápida e que de dor no momento somente há uma agulhada nas costas. E seduzir para esse tipo de parto parece estar se tornando uma especialidade obstetrícia. Perceba, pelo Sistema único de saúde (SUS), o método natural custa R$ 291,00 e a cirurgia cesariana, R$ 402,00, já imaginou quanto isso custa em um hospital privado? Pois é isso varia de acordo com cada instituição por envolver diária e outros procedimentos.
Ah! Sim, as dores que não foram sentidas na hora do nascimento aparecem de outras formas, durante alguns dias, a barriga partida com pontos se enche de gases, tossir ou espirrar é quase um ataque inimigo em meio à guerra. Enquanto aquela que trouxe a luz uma nova vida de forma natural se recupera de maneira muito mais rápida e sem riscos de infecção hospitalar.
Ó Marias o que acontece com vocês? Mas quem sou eu para explicar? Sou apenas um João entre tantos outros que se alegra ao ver a carinha da vida, ao ouvir o chorinho da esperança e dores de parto ou pós-parto não sou capaz de sentir. Benedito Antônio (aluno)


Créditos da imagem: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEipo9QNLhmhufGti_9rSR6kSlyRx5HijQFB6l9yB-lqWTBj5ecX1jeynWuQedyucj144LPeDbix9pZN7UgLaaO7PDKja9rEZm4udCNohhDWbwZvn04C-h1Isk0AjIO8a9gg09mlg2hf0oBz/s320/Imagem1.jpg

A vida, o amor, o existir



 
E o humano encontra o divino na divindade de sua humanidade.
O ser de antes passa ao agora sem tempo algum a medir tamanha realidade.
Ser em sua invisibilidade material humaniza-se sem precedentes
Numa ação sem reação,
em ato puro
entrelaçado...
com a essência primeira.

N’Ele tudo está inserido e adquire o sentido do SER.
O “Eu Sou” de maneira alguma se restringe a Deus;
expande-se ao mortal nele presente e autônomo.
Tal liberdade de ser liga-se ainda ao Absoluto.

De tudo isso,
a verdade deriva
a existência anima  
na manifestação do dom da vida.

 Só pode dar quem a tem por primazia: Deus...
substantivo de vida,
dá a vida e se doa a outro ser distinto d’Ele...

Criatura, e ao mesmo tempo vinculado a Si;
Da sua essência,
a ação se constrói.

Vocação,
Chamado,
dom,
existência,
evolução,
vida,
ser,
“é”,

metafisicamente falado, a potência se transforma em ato, a reação promove a ação, haja vista o ser só pode vir a ser, no e pelo Ser maior; Absoluto, que o abarca, o constrói e o define. A natureza enfim, suspira Deus e inspira-se a si mesma depois de Deus suspirá-la.
A consciência do amor de Deus,
Na onisciência de sua criação
Transforma a ‘onipresenção’ do amor
Na mais maravilhosa comprovação
De Sua existência.

Por Hugo Galvão.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

DISCORDÂNCIAS & CONCORDÂNCIAS


Houve ... há ... haverá no mundo,
algo, alguém do qual discordamos.
Houve ... há ... haverá sempre no mundo
alguém, algo, com o qual concordamos.

Há, de fato, Ética nesta ética?
Que dizer de uma ética global?
A reflexão moral tende para a discordância ou concordância?
Interessante é, tornar-se consciente!
Consciente da liberdade no agir, consciente da natureza,
do ambiente, do bem, do verdadeiro.
Consciente, enfim das realidades do mundo em que vivemos.

Onde estão os seres humanos, com seus dons e suas virtudes, seus defeitos e erros?
Onde encontram-se os algos que permeiam a vida humana, o mundo?
Vamos passo a passo mergulhando de reflexão em reflexão!

Haverá possibilidade de consenso na criação de leis e políticas específicas?
Um consenso moral, ético, bioético?
Existe uma bioética global?

Seres humanos, acordem!
Somos formados e formadores da vida que encontra sua plenitude Naquele que é pleno, Jesus Cristo!
O mundo, a sociedade, a cidade, o outro precisam de nós, enquanto seres humanos completos, responsáveis!
Que resposta lhes daremos?

(Inez – aluna)


Inspirado no texto: Ética Global e o Colapso do Consenso. Comentário de Giangiacomo Ghiglia. 2011. P. 54 – Apostila Bioética 2012.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Hora de Morrer


Vida que ninguém pede pra ter
Na certeza um dia há de acabar
Um ser não pede para ser
E na vida nasce do amar.

Mas quem dá a vida?
É Deus que dá, é dele o sopro, o Ruah.
E os pais? As mães? O doutor?
E Deus? Quem doou a vida pode tirar?

Ao homem foi doado o dom de doar
E do doar a vida nascer,
E do que tem teve a vida doada
Poderá um dia tirá-la.

Cuidar do que se ganha é certo,
Desmazelo é coisa de cego,
Dos sentimentos não se pode entender,
Quem do amor não se abriu a pra saber!

Dizem que o que se ganha não se desfaz,
Outros que se foi dado! Faça o que quiser!
Se o Mistério quem dá só ele poderá tirar!
Não cabe a quem morre quando morrer!

Marcos Cançado (aluno)




Créditos da figura: http://i50.photobucket.com/albums/f318/CubbsBaby/Myspace%20stuff/DeathClock.jpg

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

MEU TEXTO DÉCIMO




Nesta disciplina de bioética,

Este é o meu texto décimo
De uma ação ascética.
Ouso fazer um balanço

Sobre as reflexões éticas.

O estudo de bioética

Apontou-nos novo ethos,
Deixou-nos mais espertos
Para um discurso aberto.


Agora com base ética

Vamos aplicar a bioética
Que sempre trás acréscimo
Apontando ao caminho certo.


Este  é meu texto décimo

E com ele me despeço
Queira Deus que as reflexões éticas
Nos faça lidar com os meios técnicos
De uma forma mais correta


Pautados por um agir certo

Num contexto bem concreto
Possamos refletir: 
Os grandes dilemas éticos.


À Todos os colegas,
Contínua vivência ética,
Fazendo acontecer
O estudo da bioética.


Ao professor Germano,
Detentor de sabedoria e convicção,
Proporcionou-nos essa intensa produção.
Logo, do profundo do coração,
Nossa eterna gratidão.
E profícua produção,
Em vossa profissão!

Por Iran Brito (aluno).

A UTOPIA DO EU



As cidades tão cheias, o povo na rua a andar 
No campo há grandes fazendas pra pôca gente habitá. 
Nas cidades o ritmo é acelerado, o tempo é dinheiro que tudo sustém 
No campo, sem vida, o tempo é ligeiro, homem com enxada quase não tem. 

Nas cidades, com muitos aparelhos um clone humano já é possível fazer, 
Nos campos cheios de máquinas plantando uma soja que nem é pra gente comer.
O gado engordado é vendido pra fora por um preço banal,
Façam a conta de litros de água pra cada um quilo desse animal.

Um país como o nosso com extensão de terra continental 
Permite migalhas à maioria pobre e aos ricos fartura, um contexto desigual 
Tudo é tão relativo, pois o que impera é a lógica do dinheiro 
O nosso país se gaba por ser do mundo um grande seleiro. 

Ironia, sarcasmo ou covardia, não consigo entender 
O Brasil que tanto alimento produz, deixa seu povo de fome morrer. 
“A quem recorreremos?”, uma interrogação se dispersa no ar... 
O político, o econômico e até o religioso orientam-se pelo excludente “bem-estar” 

Precisamos de utopias, como haveremos de fazê-las existir? 
O capitalismo reduziu nossos sonhos ao que se pode pelo dinheiro consumir. 
Criar, sonhar e viver, tudo mudar a partir de mim 
Sendo no mundo diferença, uma outra opção que surge enfim.


Por Alfredo Viana Avelar (aluno).



Créditos da imagem: http://www.revistaentreaspas.com.br/templates/midia/imagem-mapa-brasil.png

RECRIA

Cria... silencia... separa...

Faz... refaz... se compraz...
Transforma... reforça... se faz...

Somos potência e ato,
Frio e calor,
Palavras encantadas
Na busca da perfeição do amor.

Cada descoberta, possibilidades.
Cada possibilidade, a vida.
Cada vida, esperança.
Cada esperança teoria.

Somos palavras corpóreas
Somos seres irmanados
Somos história
Somos Vitória.

Sou eu formando você,
É a vida que quer ser.
Sou ponte para a vida surgir
Sou obstáculo para a vida sucumbir.

Sou a vida que dá vida.
Sou o outro pedindo para ser.
Sou o que nasce
Sou a experiência de criar você.

Pela ética posso e não posso
Sou  e não sou.
Crio e não crio.
Questões surgirão da criação.
Vidas pedirão para surgir
Outras para não aparecer.

Sou o outro... Sou seu eu.
Brinco de deus
E um outro eu, sou eu.

Digo ser responsável
Pelo infinito que crio
Mas, limitado de mim mesmo, fico.

Serei criador ou criatura?
Farei vida ou morte?
Ponte ou sorte?
Eu não sei onde vai chegar
A busca pela vida
Me faz repensar:
Quem sou? Como Sou? Eu Sou???

Aluno: Marcos Cançado

Créditos da imagem: http://perlbal.hi-pi.com/blog-images/500391/gd/1243340958/Recriar-o-Tangram.jpg

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Cria-bio

Pela estrada da vida
O homem faz-se humano.
Pela escola da vida
O homem aprende a ser humano.
Na busca por respostas
A vida muda constante;
Todas as perguntas
A fim de que o mistério seja constante.
 

Não sabemos o que virá amanhã.
Criatura e criador somos.
Fazemos vida no presente,
Imaginamos a vida no amanhã.
O nosso corpo é sagrado,
Mas já somos deuses,
Fazemos descobertas
Para que o conhecimento seja encarnado.
 

No afã de respostas
Erramos e acertamos.
A vida mostra o recriar de si mesma.
Onde não parece mais ter esperança.
 

Combinamos genes, formamos vida.
Selecionamos a vida,
Numa seleção perfeita
Corrigindo os erros que dão a vida
Pois, perfeição queremos!
 

A criação é misteriosa!
Ouçamos o mistério!
Perscrutamos o íntimo de nós
Para recriar a vida.


Não queremos dor!
Não amamos o errado!
Fazemos vida pelo amor!
Mas será que abolimos a dor!?!

André Lemos

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Mais uma vida pra nascer!



Foi o espermatozóide do papai,
Penetrando no óvulo da mamãe
Que formou o embrião.
Da fusão dos pro-núcleos dos gâmetas,
Masculinos e femininos,
Que surge a vida!

Mamãe ainda não desconfia
E eu já crescia.
O conforto era tamanho,
Era o que sentia.

Com características determinadas:
De sexo masculino,
O – o grupo sanguíneo,
Pele clara e olhos de cor marrom.

Um ser humano:
Agente do seu desenvolvimento,
Coordenado pelo seu código genético.
Pessoa humana com dignidade.

De repente sou descoberto,
Acontece o mais esperado:
Um filho, uma vida.
Senti-me querido e amado.
Fui acariciado e, sobretudo, desejado.

A notícia é anunciada:
Mais uma vida pra nascer!
Nove meses, um nascimento.
Mamei, fiquei forte e cresci.
Hoje, ainda como no início,
O mesmo ser.

Deus foi quem primeiro me quis.
Meus pais aceitaram a decisão.
Nada melhor do que ser filho
De Deus, de papai e mamãe.
Essência do mesmo gesto de amor.
Assim eu sou!

Por Enoque Fernandes (aluno)

Créditos da figura: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgtEfEkJf63IxfQ1vVLMfqPI1X7mb6yZF1pWaeJ35SKBqcNO4PH3-K74cvu3Xgyz5iMW9cHLg9oCIeo5Q_L4m5mz6wnDcierP0oIJtiSndMv61Fa1CD5u-otZd1ky0rcFT18-DpaPGbbdNi/s1600/feto7dj9.jpg

O Corpo, Lugar da subjetivação do Ser




Quando pensamos na prática de uma teologia devemos fazê-la na contemporaneidade, ou seja, voltar o olhar para os problemas, os desafios e também as aberturas. Afinal é na prática no contexto em que estamos inseridos que podemos refletir teologicamente.
Hoje vivemos uma super valoração do corpo. O corpo é o lugar de minha subjetivação. Contudo, o perigo está no exagero dessa subjetivação. Para nós cristãos, Deus revela-se à humanidade no corpo de seu filho Jesus. É o Divino que assume nossa corporeidade e humanidade. O corpo traz as marcas da história do sujeito, mas não pode ser “aparente” como é hoje, tem de ser encarnado. A sociedade do eudaimonismo escolheu a beleza como indicação aristotélica do Bem, de verdade, e negou a humanidade que existe nesse corpo. O belo hoje é o bem. O corpo perfeito é sinal de perfeição, de aceitação. A atual sociedade vê na aparência do corpo um subterfúgio para ver suas próprias exclusões. O feio hoje não tem mais lugar, Mas, o feio não tem corpo? O Feio não pode ser Bom?
Não escolhemos como será nosso rosto, nosso corpo... Contudo, na atual sociedade podemos “melhorá-lo”, pois o belo é considerado verdadeiro, mesmo sendo aparente. Muitas vezes por causa do belo as academias estão cheias e a solidariedade a espera por uma visita no hospital, no asilo... Não que o belo deva ser desprezado, mas ele não pode ser vazio, isso é contra a própria ontologia. A sociedade do corpo tem de conhecer a sociedade do amor. Não  é o que tenho ou aparento ser que diz quem eu sou, mas é o que sou  que demonstra o quanto valorizo Deus em minha vida e na dos outros. Por Marcos Cançado (aluno)

Créditos da figura: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgiKJA5I6bQiSrSL41IOTslC2nyx5WUqyoCU4jQR_WIcNCEWbsrVE6X9W9WlPSuGqEVKz0H96wkfPfV2eZZHJMmpJGk4bKcU4qgFkY5g582BjAhhICeU73NF6CSoEzIpMiKjKq89IARLNR2/s1600/sinais-feiura.jpg

INSENSATO!



Jesus disse: “Cuidado! Não é pelo fato de um homem ter acesso a tecnologia que tem a vida garantida”. E contou-lhes esta parábola: “havia um homem rico, que depois de ter trabalhado muito na vida e ter poupado muito dinheiro, agora colhia ótimos juros provindos das suas contas bancárias. Então ele se pergunta: ‘O que vou fazer? Pois não tenho onde gastar meu dinheiro’. Depois opinou: ‘Eis o que farei: vou jogar fora tudo o que tenho em casa e comprarei tudo novo. Comprarei as mais recentes criações de aparelhos tecnológicos; adquirirei o melhor serviço de internet banda larga; comprarei o carro mais luxuoso etc. E direi a mim mesmo: Eis que possuis todo o que a ciência criou até agora; descansa, come, bebe, navega todo o dia na internet, compra pela internet, namora pela internet, em fim, curte da vida’. Mas Deus lhe disse: ‘Insensato, esta noite mesmo a tua vida será reclamada e toda a tecnologia que tu tens quem o pegará? Eis o que acontece a quem põe toda sua confiança na tecnologia, em vez de colocá-la em Deus”. [1] Por Bernardo Mercado Vargas.


Crédito da figura: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg6C83SHctMNMevnwk9Cs5VqZ0RI1C0i-9JCNTW1GVxiCy9jssYn0KVsD9lMIdsWBlA3nhInp-kpSkRLszIgpuiXuqinNnachC0ZgOlo0gJ9mb9HxC8q1ZMfbOXirAlSmcWAaQINwqI-kp2/s400/insensatez3.jpg

[1] Cf. Lc 12,15-21

Parênteses da Verdade




Será que realmente vejo o que vejo?
Será que a ilusão mora neste mundo
E o induz a se esconder de nós?

 A realidade revelada rapidamente
Assusta e amedronta;
Contudo, a ilusão nos deixa imanentes
E retira o desejo e a vontade
De ser o que ainda não sabemos.

 A própria natureza de nós se esconde
Guarda a sua seiva como um tesouro
Que exige uma força para conhecer.
E quando conhecemos, descobrimos que é apenas partida,
Que o fim é incerto, e não sei se é necessário.

A dosagem da realidade é feita pelo meu olhar
Que abre os horizontes e encerra as verdades,
Chamando a realidade de vida
E deixando a vida ser celebrada errada
Mas o erro aqui traz a felicidade.
Mas qual felicidade?
  
O que se revela perde seu brilho.
Será por isso que a realidade se esconde?
Sou ou não capaz de tanta luz?
Existe necessidade de ver esta luz?
Só sei que respostas não tenho.
E você? Se as tiver não me mostre.

Por André Luiz Lemos

Créditos pela foto: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhMwodanbLuHCGsq4FibsYhhXnXj6j4uxCJ2Ly3GjFpYE02S9ONeDFzCiKPpJtNEBtcmuiUje_T1iclw_d7FLuAlfcYa5X102baMDpXYppmztCx17Ev5a_jgkafALX8Sr1F4gu5-FaEab8/s1600/helix-nebula-eye-of-god-1.jpg

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Lenguaje poético, la metáfora y el diálogo entre las ciências y la teologia



Teniendo en cuenta el texto de Germano Cord Neto: "Ética teológica, Hermenêutica da lei natural e a contribuição das ciências naturales", me llama la atención el abordaje de la temática de la hermenéutica con el fin de introducir el diálogo entre las ciencias naturales y la ética teológica. Así cualquier hermenéutica reduccionista sería fatal para un diálogo entre las ciencias y la teología. Y una forma donde podemos encontrar una apertura de sentido en dicho diálogo es el lenguaje metafórico. Por medio de tal lenguaje podemos abarcar cosas que van más allá de toda experiencia humana.
Ahora, ¿cuál es el lenguaje en donde la metáfora aparece? El lenguaje poético.  Este, contrario del lenguaje científico-descriptivo, "no aumenta el conocimiento de los objetos"[1]. Sin embargo, esto no quiere decir que el lenguaje poético no trate del mundo. Este refiere a otras maneras de ver el mundo que nos rodea. El lenguaje poético no se limita a lo emocional como muchas veces se entiende. Aunque el lenguaje discursivo describa los objetos que hay en el mundo, el lenguaje poético rompe con el lenguaje cotidiano y nos abre una puerta para un mundo nuevo, que va más allá de lo simplemente descriptivo. El lenguaje poético revela todo aquello que tratamos de esconder y resalta la verdad no a un nivel empírico, sino desde un nivel de lo manifestado. Aquello que se deja manifestar es un mundo que permite proyectar mis posibilidades más propias[2]. Un mundo que no se limita a los criterios de la verificación-falsación.
De este modo, la metáfora nos revela nuevas formas de ver el mundo y sus relaciones y, de este modo, permite creativamente tener nuevas comprensiones. Siendo así, tales comprensiones nos lleva a tener un diálogo más abierto y menos fundamentalista entre la ciencia y la teología. Así, la metáfora permite tener una mayor comprensión del mundo que nos rodea y que está en permanente expansión. La metáfora ayuda a tener una mayor auto-comprensión de nosotros mismos y nos conduce, a su vez, a ver la bondad de nuestra propia vida[3]. Por Fredy Castañeda (aluno)

Créditos pela figura: http://www4.samford.edu/groups/wvsu/poetry.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1286243952521

[1] RICOUER, Paul. Nomear Deus, p. 33.
[2] Cf. RICOUER, p. 34.
[3] CORD NETO, Germano. Ética teológica, Hermenêutica da lei natural e a contribuiçao das ciências naturales, p. 69.

Desde aqui de BH


Havia um planeta decente
Que um dia o Pai criou.
Criou-o para toda gente,
Porém, o sabichão usurpou.


Havia muitas pastagens,
Matas e animais selvagens.
Agora a natureza cerrada

E a vida ameaçada.

Com o advento tecnológico,
Racionalidade é lógica.

Oba! Veio para facilitar a vida.
Mas acabou vida desprovida.

Não trata aqui de pessimismo,
Mas sim de ver a vida
Sob o julgo do cinismo,
Para encontrar alternativa
Como pessoas de vida ativa.

Na luta em defesa da vida
Não há espaço para fatalismo.
Para sermos homens felizes
Vale lembrar o que a Bíblia diz:
“Eu vim para que todos tenham vida”.

E vida feliz!

Quando a vida está em jogo,
A bioética é auxiliar.
Disciplinar interdisciplinar

Que reflete os valores éticos
Para a vida triunfar!

Sendo assim, vamos lá...
Vamos refletir para sanar...
As questões da dignidade humana,
Do planeta e do lugar:
Desde aqui de BH.

Por Iran Brito (aluno)

Créditos da figura: http://colunistas.ig.com.br/allexincasa/wp-content/blogs.dir/941/files/pampulha.jpg